ate já
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
3, 4 e 5 de Outubro
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
CAMTIL II
Deixo antes o texto que deu origem a tudo isto, escrito pelo Pe. Vasco Pinto Magalhães, s.j.. Vale a pena investir 7 minutos a ler.
| A primeira dimensão é o contacto com a Natureza: contacto directo, ao ar livre, com a montanha e os rios, as plantas e os animais; os agregados humanos, as diferentes zonas, as riquezas e as misérias da nossa "geografia". Conhecer, respeitar, apreciar criticamente e saber dar-lhes lugar: saber os nomes, desvendar os mistérios da noite, contemplar as estrelas e o nascer do sol é integrador. De igual modo o respeito pelo próprio corpo, por vezes, posto à prova; o frio e o calor, a fragilidade e fortaleza, bem como o habituar-se ao essencial, que o viver numa tenda tão bem simboliza, desperta para os segredos da criação. Deixar-se fascinar por ela traz a interrogação sobre o Criador. Contemplar a beleza e sofrer com a degradação faz surgir a necessidade de escolher o equilíbrio austero e de apurar o "tanto quanto" do uso dos bens postos à disposição da nossa liberdade. Isto tudo nos põe frente a frente com um Deus de bondade (e de mistério) que tudo entregando em nossas mãos não impede o nosso "mau uso", mas nos faz perceber que se delapidarmos em vez de desenvolver e humanizar, estamos a cavar a própria infelicidade. Aqui está o sentido ecológico da vida a que o cristianismo sempre fez referência promovendo uma contemplação que não se demite da intervenção. E é assim que também se percebem e relativisam os bens do mundo urbano. |
| A segunda dimensão é a vida de grupo e a amizade. Há equipas livres de tenda e criatividade espontânea e equipas organizadas de jogos e serviços. Adquirir o sentido de corpo pela partilha, pelo valorizar dos próprios talentos e confronto e apreço pelos dos outros, sem competição primária (sendo competitivo e competente): é-se chamado a dar valor às diferenças sem deixar de crescer em auto-estima. Saber ser feliz e "vencedor", não porque se tem a melhor equipa, mas porque se tira o melhor partido e porque, desportivamente, se luta para alegria de todos. Aqui se escondem e despontam duas virtudes tão humanas e cristãs : a solidariedade e a gratuidade. Pôr ao serviço a alegria e a imaginação , tanto nos jogos como na reflexão como, igualmente, no lavar da loiça em equipa, ou o ajudar na cozinha... ou até mesmo o tratar do lixo, pode ser ocasião de divertimento e de amizade. Novos amigos, rapazes e raparigas, procurando um são convívio dos sexos, atendendo à psicologia das idades, acontecem para além das regiões de origem e dos estratos sociais. No Campo, despojados dos artifíciops da cidade, cada um vale mais pelo que é do que pelo que tem. Que cada um se descubra membro de uma comunidade, onde todos fazem falta a todos e não só pelo que produzem. A isto os primeiros cristãos chamaram de Igreja. E aí está o segredo da paz: ela é fruto das relacções humanas de apreço mutuo e da corresponsabilidade. |
| A terceira dimensão tem a ver com os trabalhos e tarefas, as mais variadas e rotativas. É o serviço: desde cavar uma latrina e ir buscar àgua para os outros até estar atento para se oferecer nas necessidades que surgem. E, para os animadores, sobretudo, é levantar-se de noite para esticar uma tenda, atender calmamente ao que chora; é não poder participar num jogo porque se fica a preparar a caminhada ou a sopa... Este também é o capitulo da criatividade, do sentido estético, mas também do sacrifício... da alegria de ajudar e de renunciar, da humildade de fazer sem esperar louvores e de se deixar ajudar. O Campo ajuda a revelar talentos e a consolidar e purificar outros tantos. "Nunca tinha pensado que era capaz de limpar uma latrina!... nem imaginava que podia fazer os outros rir". Vencer preconceitos e arriscar-se a falar e a participar faz descobrir que o mundo pode ser mais justo. O ideal da justiça deixa de ser uma utopia, o trabalho deixa de ser um peso ou um castigo, mas torna-se uma missão que realiza quem a cumpre e renova o mundo. |
A quarta linha de força é a experiência da Fé que fundamenta Justiç a e inspira as outras dimensões . Propões-se uma fé que seja uma relação pessoal de confiança com um Deus vivo na História e na minha história, que mostrou a sua cara em Jesus e continua actuante, libertador dos medos e dos egoísmos e responsabilizante pelo crescimento de todos e cada um. Mais do que dar uma Doutrina que também é importante esclarecer em linguagem adaptada a cada idade, trata-se de fazer experimentar a alegria dessa presença amiga e libertadora. Para isso cada Campo de Férias tem, o seu Tema de fundo evangélico que vai sendo desenvolvido cada dia. Começa-se, logo pela manhã, com o Bom Dia Senhor, impulso da jornada, desde aos jogos aos serviçosi; e segue-se com uma Palavra-chave (ponto de esforço), para tudo Avaliar, ao final do dia. Este deve acabar em cântico de agradecimento, despedida e paz. As Missas de Campo preparadas por todos serão sempre pontos altos de participação na festa do perdão e na comunhão, como alimento das forças para o caminho. E o testemunho dos mais velhos, directores e animadores, em verdade e simplicidade, é fundamental. Todos preparam e celebram: em grupos escolhem os textos, fazem as orações e os cânticos, procuram símbolos da vida para oferecer... Nasce assim uma liturgia despojada, de linguagem, viva, onde até o local e o altar é feito e preparado pelos grupos. A fé assim vivida e ligada aos acontecimentos, o evangelho assimilado e até teatralizado, posto nos nossos dias, há-de dar os seus frutos orientando e inspirando as opções de futuro. |
CAMTIL
A minha missão agora passa por mim. Acabar faculdade bem concentrado, encontrar sustento para este ano que se aproxima, meio estranho, estar mais presente na vida de várias pessoas que me convidaram para a sua. Apetece-me este ano. Apetece-me olhar para este com os olhos de Deus, que fui aprendendo a captar através do Camtil.
Vou continuar a trabalharAté ao fim!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Melgas II 2005
Há uns dias, estava eu aqui em preparações para o meu campo do Verão quando vi que uma ex-melga II de 2005 tinha posto umas fotografias deste campo na net! Deu-me a nostalgia e tenho andado a relembra-lo agora! este foi o meu primeiro campo enquanto animador e todos estes ex-melgas já não são participantes. Curioso é que algumas amizades ficaram e são bem sólidas hoje em dia! Está-me a dar a nostalgia de ser Melga...tj
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Jackpot
Este fim-de-semana foi o Jackpot. Um mega encontro de todos os animadores dos campos de 2010 (ou pelo menos alguns)! O objectivo, para alem de dar pequenos toques de formação prática para os campos, era conferir o sentimento de unidade camtilica. Não apenas cada campo a puxar por si, todos os 11 remarem para o mesmo lado! Tanto num lado como noutro acredito que se atingiram as metas. Aconteceu um primeiro contacto com cada equipa, houve um BDS bem à moda, sobre o tema do ano ("Quero Ficar Em Tua Casa"), houve sorna e formação, houve missa e despedidas. Houve vontade de construir este projecto que, por ano implica cerca de 160 pessoas responsáveis por 500 pessoas em formação.Not Bad! Até Já
PS: todos puxamos para o mesmo lado mas Tremelgas II deu baile em número de animadores presentes!! eheh
sexta-feira, 30 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
CIFA 2010
Entrar na faculdade, para alguns sair de casa, deixar de ser apenas absorvente para passar a ser fonte, deixar de ser participante para passar a ser animador. Estes são os desafios que nos são impostos aos 17 ou 18 anos e o CIFA procura dar ferramentas para viver a transição. Educam-se, obviamente, alguns pontos relacionados com os campos mas o objectivo é fechar um ciclo e abrir os olhos para o novo e para a responsabilidade inerente!
A partir destas intenções o CIFA é preparado e pensado. Um trabalho que já vem de longe tem-se consolidado ao longo destes últimos tempos e este ano teve mais um contributo, o nosso!
Foi um campo exigente (não fosse, por definição, Intensivo) e as propostas para os cifeiros começaram bem cedo, antes do mesmo arrancar! Perguntas para, em casa, por a cabeça a pensar, tarefas a organizar para o campo, abrir o coração e prepara-lo para receber o proposto! Foi espantosa a energia com que se empenharam nisto e os resultados são bem visíveis: grandes refeições, grandes livrinhos de dedicatorias, o melhor arraial que já vi na minha vida, empenho imenso nas discussões e nos problemas a resolver, intensidade e vontade enorme de oração... Posso ter uma visão deturpada por ter sido o director do campo mas foi dos grupos que mais me espantou pela vontade de crescer e de ser um animador com A grande.
Acabei o campo a acreditar no futuro e no futuro do Camtil, também. Confio cada vez mais neste projecto e é óptimo encontrar, de geração em geração (sim, porque eu já levo alguns anos de casa!!) vontade de continuar com este espírito pelo tempo!
Enquanto director toda esta dinâmica foi estranha! Uma preparação tranquila, sem grandes ansiedades mas um campo um pouco mais difícil de digerir. Ser director de directores (os animadores do Cifa serão os directores dos campos de Verão) não é pêra doce: são muitas cabeças pensantes e nem sempre para o mesmo lado. Tanto entre animadores como entre o campo as vozes com muito a acrescentar são várias mas nem sempre dá para tudo. Como faz parte de mim, fui sendo discreto neste meu papel de moderar a actividade e acredito que até o desempenhei com alguma qualidade. Falharam aspectos, descuidei-me com outras pontos mas acabou por "vencer" a parte melhor!
No início do campo pedi, humildemente, que todos os animadores do Cifa me ajudassem a ser melhor director para que tudo se potenciasse e foi notável o cuidado que se foi tendo, principalmente pelos mais experientes.
Ajoelho-me e agradeço aos animadores com "barbas" pela ajuda nas decisões, agradeço aos animadores com menos barbas pela motivação extra que trazem, agradeço aos novos Animadores pela energia e vontade de construir o que está para vir! Ajoelho-me e agradeço à direcção do campo por me ter aturado, ajoelho-me e agradeço à direcção do Camtil por não se cansar. Ajoelho-me e agradeço a Deus poder agradecer tudo isto!
tj
terça-feira, 23 de março de 2010
CIFA 2010
ate jaaa
cifa 09, última noite, a fazer de "Ezilabete"