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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ArtCandle

Um óptimo presente e nada melhor para o Natal, que agora se aproxima! É para os amigos, para os pais, tios, avós ou primos! Uma vela inovadora, como o desenho dentro da mesma. Pela dimensão, queima primeiro a parafina no interior, deixando a imagem iluminada. Existem 4 tamanhos e encaixam-se em cada carteira.
Para já no Cascaishopping e em breve noutros locais (o site está quase pronto). Vale a pena passar por lá!!

Até Já

terça-feira, 6 de abril de 2010

Páscoa

Esta foi a primeira celebração da Páscoa sem a MariaAna em vida. Uma das paixões dela era a fotografia e como tal, experimentei explorar um pouco mais da minha maquineta e dedicar meia hora à actividade, à sua imagem! Foi duro e dói. Dói todos os dias em que me lembro dela mas traz conforto pensar na alegria com que impregnava cada encontro. Trago-a bem presente comigo.
ate logo

Páscoa

São propostos 40 dias de preparação para a Páscoa: Quaresma. O mesmo número para o Natal: Advento. Conseguimos extrair daqui que não existiria uma celebração sem a outra, complementam-se! Mas porquê tanto tempo? Será que "tanto" tempo é suficiente?
Não sei falar da Páscoa por si. Jesus morreu por cada um de nós e isso transcende! A cruzinha que trago (como tantas outras pessoas) ao peito é sinal deste momento histórico. Morreu por amor e ressuscitou há quase 2000 anos e ressuscitou agora, dentro de cada um. Não me sinto com legitimidade para falar da Páscoa nem esclarecido para isso. Apenas sei que é uma confusão de emoções e de apelos e que me sinto renascido por dentro, na escala possível.

Nunca celebrei esta festa sem ser na Quinta de Seiça. Todas as cerimónias, de 6ª feira santa à vigília no sábado, o Prior Zé Luis com a sua mão quente e generosa, as mesma senhoras de sempre e os primos sempre a troçarem da desafinação daquela igreja cheia a cantar: tudo isto me ajuda na derradeira preparação para a Páscoa e o acompanhar as gentes da terra na sua emoção é algo que me comove sistematicamente. Faz-me interiorizar a minha real dimensão e o respeito que nutro por todos ali é imenso. Mal sabem eles o quão marcantes para mim são. Para trás fica o processo que este ano passou por preparações e interiorizações de CIFA e de Crisma. Intenso e difícil mas com os olhos voltados para a frente, com vontade de construir algo melhor (pode soar foleiro mas passa por aí).
Nunca celebrei esta festa sem ser na Quinta de Seiça e isso traz-me uma grande consolação. Cresci a passar esta altura tão importante lá e o Domingo de Páscoa é a verdadeira comunhão. Família alargada toda reunida, contente. Contagiosamente contente por vivermos isto juntos. Talvez irritantemente contente até mas contente é bom! a Sala de Jantar grande bem posta como manda a lei, uns fartos pratos, repletos para encher a barriga, bom vinho e a barulheira das gargalhadas! Os que não adormecem sentados à mesa dignam-se a ir até a sala e tentar uma vã sesta mas a nova geração não o permite! A ansiedade pelos Ovos no jardim apodera-se mesmo dos mais velhos e antes do arranque as fotografias na escadaria de entrada! Família, como a Páscoa ensinou, na Primavera, como a Páscoa ensinou, quando tudo rebenta com uma nova vida, recarregar energias para o que aí vem, como a Páscoa ensinou.
Nunca celebrei esta festa sem ser na Quinta de Seiça. Espero nunca não o fazer!
tj

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

familia


tirada pela MariaAna, em Seiça, ha mais de um ano.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Seiça


A confusão em ver o rancho, o palheiro, o curral, o alpendre assim, abandonados como se não tivessem tido história, é grande. Perdidos no tempo sem glória, guardam em si a memória de outros séculos, cheios de vida e trabalho. Já de mim, muitas das tardes de gozo se passaram na sua companhia. Fieis amigos, sozinho ou acompanhado, brancos ou não, também no campo, naquele campo fabriquei parte de mim.

tj

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A história da rã Ana Peres

"Era uma vez uma rã que se chamava Ana Peres. Para rã até era bonita, cores vistosas, olhos dourados, eficazes membranas interdigitais, belas pernas capazes de a dimensionar em saltos de dois metros... enfim, tinha tudo aquilo que uma rã precisa para vencer na vida.
Ora um dia, durante o passeio matinal, Ana encontrou um bonito tritão-verde, com umas manchas pretas bem delimitadas no dorso, uma soberba linha cor-de-laranja ao longo das costas e uma cauda de perder o fôlego. Chamava-se Tertulião.
Ana Peres ficou banzada com a cauda de Tertulião e verde de inveja por não ter igual. Aborrecida, nesse dia só comeu lesmas, tal era a contrariedade.
Ao vê-la assim amargurada, uma amiga dela, Hilda, quis saber o que se passava.
-olha - disse-lhe Ana Peres - deparei-me com a cauda do Tertulião e acho uma injustiça não ter uma igual. Que bem que me ficaria, como saíria favorecida!
Hilda tinha feito alguns estudos de ranologia e estava em condições de informar a amiga acerca da sua génese, mormente da magnífica cauda que já lhe ilustrara a retaguarda do corpo na aurora da juventude.
Mas Ana já se olvidara dos seus verdes anos e nem um vislumbre lhe chegava desses tempos. Cheia de mágoa, estabeleceu o fitode voltar ao passado. Ter uma cauda ondulante tinha-se tornado para ela um imperativo ainda mais forte que viver.
De novo a solução lhe surgiu através de amigos. Coaxava Ana Peres a sua dor nas margens de um riacho numa noite quente de Outono quando Cassandra, a salamandra, que a ouviu, se aproximou.
- Que se passa?
E Ana elencou o que a transtornara.
-Sabes? - atalhou Cassandra- regressar ao passado, na sua vertente de regredir ao tempo das caudas, é para ti uma impossibilidade tão grande como anteciparmo-nos a viver o que será a nossa forma em futuras evoluções. O caminho terá de ser outro. Já ponderaste a hipótese de uma visita virtual?
- Uma visita virtual?... Não queres falar com boca de rã? Não percebi essa da visita virtual.
- Estou a referir-me ao mundo paralelo da alucinação - explicou Cassandra, enquanto realçava o amarelo-sol da sua mancha na omoplata esquerda. - Saberás que estou em condições de te fornecer um produto alucinogénio que te permitirá viajar por todo o lado. Podes mesmo ir até ao teu passado. Vês estes inchaços na parte de trás da minha cabeça? São parótidas, duas glândulas que segregam um líquido que me defende dos inimigos, mas como é uma droga... as drogas permitem-nos viajar, não é?
Ana Peres deixou-se inebriar pelos seus argumentos de Cassandra e recolheu ali mesmo algumas doses do produto da sua amiga salamandra, isolando-se depois num charco longínquo que só dela conhecido.
Passaram dias e noites e de Ana Peres nada. Os amigos procuraram-na em vão.
Uma libélula de sangue real frequentadora de lugares exóticos encontrou por mero acaso o seu corpo já bem morto.

A autópsia foi conclusiva, overdose. Ah sim, a droga mata.
Falta só a moral da história, que é:

Por um belo rabo se perde muitas vezes a cabeça!"

escrito com o humor de sempre
Pe. Carlos Azevedo Mendes
Bichos e Deus ali tão perto

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

nova imagem


hoje entre outras coisas, diverti-me a fazer o novo cabeçalho do Bar da Tenda. bom blog, agora com uma nova boa imagem

até já

Pilar Fragilidade

Como a fragilidade pode ser estrutura.
Em arquitectura estamos rotinados a ver no betão ou no aço o sustento de tudo o que cresce. Sem isto não se constroem fundações nem os pilares nem as vigas nem as lajes nem nada. São materiais brutos que não costumam ser agradáveis ao toque e só por vezes o são à vista. Mas é possível substituir a aridez da base pela fragilidade. Construir a partir da confiança na delicadeza e na subtileza não põe em risco o sucesso no objectivo último, no albergar as pessoas e tornar-se na segurança de uma vida. Não é preciso ser bruto como o betão. Basta ser delicado para ser o pilar de um fogo, de uma casa, de uma família.

Até Já