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sexta-feira, 25 de março de 2011

Não Sei

Não sei se estou contente ou triste... ou melhor, estou contente e triste.

Que se façam todos os comentários a olhar para trás, que se tente perceber se foi estratégia de quem e de qual, que se tente descodificar mensagens em tudo, que se analise de quem é a culpa e quem se vitimizou (há sempre alguém), que se perca tempo. Seja. Na hora de por a cruz, aí sim, que se olhe para trás: por favor vamos com isto para a frente.

O drama é interno apesar da falta de autonomia (que ninguém a conteste). O problema apesar das fronteiras híbridas é só Português e de quem por aqui anda. O tempo em que a política era um meio de subir na vida já acabou. Acabou com o principio do séc. XXI. Acabou. Vamos para a frente?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

números

José Sócrates manifestou incompreensão por quem «mostra azedume quando os números são bons».

esquece-se é dos maus, IVA:
taxa baixa 6%
taxa média 13%
taxa normal 23%

(e a graça que é o nome de cada taxa!? eu sugiro: baixa-reduzida-normal ou então baixa-média-alta)

tj

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

25 Novembro

"Golpe militar que pôs fim à influência da esquerda militar radical no período revolucionário iniciado em Portugal com o 25 de Abril de 74.
Esta acção militar constituiu uma resposta à resolução do Conselho da Revolução de desmantelar a base aérea de Tancos e de substituir alguns comandantes militares. Os partidários do designado "Poder Popular" ocupam então várias bases militares, bem como meios de comunicação social. Este contra-golpe foi levado a cabo pelos militares da ala moderada, na qual se enquadrava Vasco Lourenço, Jaime Neves e Ramalho Eanes. Consequentemente, o almirante Pinheiro de Azevedo permaneceu no poder enquanto primeiro-ministro do VI Governo Provisório e demitiram-se alguns militares entre os quais Otelo Saraiva de Carvalho.
O 25 de Novembro traduziu militarmente aquilo que a nível político se vivera no Verão Quente de 75 dando origem a uma crescente estabilidade permitida pelo reforço do pluripartidarismo e da Assembleia Constituinte, que se tornou visível com a redacção da Primeira Constituição verdadeiramente democrática: a Constituição da República de 1976. "

Cisão

Parece-me normal que, quando se impõe uma regra, se olhem para os casos especiais. Admito até que se possam abrir excepções por ser mais equilibrado, até por bom-senso mas nunca tornando da excepção a regra.
Hoje isto reporta a cortes do estado (e portanto tem que se ser ultra criteriosos) e dizem os rumores que sobre a EDP e a TAP. A. José Seguro é contra, assim como grande parte da bancada do PS. Até já os amigos estão fartos do nosso Primeiro (que está mais preocupado com outras coisas)?! Ou eles sabem mais do que o que se sabe cá fora ou são do contra. De qualquer maneira é de sublinhar que o PS se está a partir aos poucos...
Por outro lado, parece que os laranjas se encontram de saúde pois Se as eleições legislativas fossem hoje, o PSD obteria 44,3% dos votos e ficaria perto da maioria absoluta. É mesmo isto que queremos?

tj

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Greve?

"Greve que pode custar 500 Milhões de euros" na SicN. São menos 500 Milhoes de euros que nos entram no bolso. Boa.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Greve

Dia 24 de Novembro, vamos à greve! Vamos juntar-nos todos bem juntinhos e não ir trabalhar e incomodar quem quer trabalhar! Vamos todos juntos desfilar contra tudo e contra todos e desfilar contra quem não quer desfilar e desfilar contra quem quer trabalhar e contra quem quer desfilar também, porque não?! Vamos não trabalhar para piorar ainda mais aquilo que queremos todos que melhore. Não é isto um raciocínio certo do principio ao fim?
Este é um dos vários vídeos que o B.E. lançou a apelar à greve. Reparem como a vontade de ser do contra é tão grande que até o próprio deputado se baralha.
"O dia 24 de Novembro é o dia da greve geral (para mim é o dia de aulas teóricas) ; é o dia da indignação perante medidas que aumentam as desigualdades de um país (até aqui tudo bem mas a partir daqui...); é o ataque aos salários, às pensões; é o ataque ao poder de compra; é o ataque aos portugueses e às portuguesas (qual é a cena destes tipos que dizem sempre "portugueses e portuguesas?! ao menos dissessem primeiro as senhoras! mas eles depois são todos pró igualdade de género... não os percebo) que vivem do seu salário do seu trabalho (boa, vamos atacar quem quer trabalhar também!!) e perante todos estes ataques, perante este aumentar das desigualdades (Continuemos a repetir ideias numa mesma frase! Este já estava chumbado a Português!) e o hipotecar o futuro do país devemos dizer basta. Juntamos todos na greve geral do dia 24 de Novembro"
Se acham que a minha pontuação é errada basta ouvir o filme e perceber que a entoação que o deputado Pedro Filipe Soares (sim, ele é deputado do B.E. e está de blazer) lhe dá aponta para esta interpretação! Vamos então à greve para lutar contra os salários!! Vamos à greve para lutar contra os empregos!(imagem do 31 da armada)
Se não temos cuidado, se não começarmos a trabalhar com afinco em vez de refilar um dia estamos assim!
ate já!

Impostos



Um bocadinho atrasado mas tão claro.
recebido do Seca
tj

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

5 de Outubro


Bem, continuamos nos festejos, certo?
Desta vez escrevo, resumidamente, sobre os da República. Supostamente a nossa comemora 100 anos (ou apenas os 50, porque estamos em crise). Será?! República vem de Res e Publica (espero não estar a calinar), ou seja "do Interesse Público". Se o trabalho que se desenvolve a nível político não é do interesse público (sem pendor ideológico) então, por definição, a República não existe. Existe antes a ResPessoal. Contudo, ate acredito que hoje em dia (não como noutrora) haja República ou Republicazita, só que gerida por um público insuficiente: nós e eles. Logo, o maior inimigo da nossa República é o publico em si. Que esta linha de pensamento não culmine na Monarquia, que não me faz sentido absolutamente nenhum (não sei se me incomoda ou se o tom jocoso é mais apropriado para todas aquelas manifestações no FB provenientes, provavelmente, da corrente mais do que do pensamento) nem no pender da ideologia política. Que culmine na exigência ao público, quer dos que refilam de baixo, quer dos que olham de cima.
Foram festejos de algo que, queiramos ou não, faz parte de nós.

tj

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Fulano, Cicrano e Beltrano

Fulano diz que Cicrano não quis negociar porque era teimoso e bisbilhoteiro. Cicrano diz que Fulano é mentiroso e dissimulado e que não quis negociar. Não se chegou a lado nenhum porque um deles não quis negociar (ou será que essa é a vontade de ambos?). Ou Fulano ou Cicrano é mentiroso.
E Beltrano onde é que fica? Fica apaticamente lixado. Mentir já não é pecado...

Raios

Henrique Raposo

I. Em Maio, o PS pediu mais impostos, porque o "mundo mudou numa semana". Lembram-se dessa? Em Maio, o mundo mudou numa semana, segundo o nosso primeiro-ministro. Bom, o PSD lá fez o acordo: sim, senhora, há mais impostos, mas, em troca, a despesa tem de cair. Estamos em Setembro, a receita está em alta (graças aos impostos), mas a despesa não pára de aumentar. Por incompetência e por cobardia política, o governo não está a cortar na despesa, ou seja, não está a cumprir o acordo que fez com o país (não foi só com o PSD). Pior: o PS não cumpriu o que prometeu e, agora, ainda por cima, aponta o dedo ao PSD, tentando culpabilizar os laranjinhas. Como salientou Martim Silva, a actuação do governo está a ser lamentável.

II. Por amor de deus, nós temos 14 mil organismos (14.000) atrelados ao orçamento de estado. Isto, meus amigos, é um escândalo. Há por aí 14 mil coisas e coisinhas a sugar os nossos impostosAlguém pode dizer com cara séria que todas estas 14 mil instituições são necessárias? Não é evidente que centenas e centenas destes organismos (sobretudo institutos e fundações) deviam ser extintos? Dr. Teixeira dos Santos, V. Exa. está a gozar com quem? Há por aí 14 mil entidades públicas, e V. Exa. só pensa em aumentar impostos? De onde vem essa sua obsessão carnal pela minha carteira? , e o PS não é capaz de cortar umas centenas destes organismos?

continua

no Expresso

Ring a bell

Cartaz da JSD

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Educação

Já um pouco atrasado mas aqui fica.
Estou com medo...



O medo confirma-se. O que é que é isto? Eu agarrava aqui na minha máquina fotográfica, escrevia um texto com mais pés e cabeça e dava a cara que era mais credível. Depois claro que acabamos nisto:



É de ressalvar a boa capacidade de síntese do aluno. Por mim estava passado com distinção a português.

tj

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Henrique Raposo

I. É bom ter memória. Há um ano, Ferreira Leite e José Sócrates enfrentaram-se num debate televisivo, o mais importante das eleições legislativas. Na altura, eu disse que Ferreira Leite saiu vencedora desse embate. "Ah, estás louco?", foi a reacção de boa parte das pessoas. "Então não vês que ele é melhor na TV?!". Pois, de facto, Sócrates é mais fotogénico do que Ferreira Leite. Mas há um problema grandote nessa abordagem: a Política não é a Chuva de Estrelas. Para mal dos pecados de propagandistas como Sócrates, a política tem de lidar com a realidade a não com a realidade virtual do power point. Enquanto Ferreira Leite falou da realidade, José Sócrates criou a sua realidade paralela, onde o TGV era imprescindível e onde o endividamento não era um problema. Lembram-se do que dizia José Sócrates quando Ferreira Leite levantava o problema do endividamento? Eu ajudo: o primeiro-ministro punha um ar de desprezo e dizia "por amor de deus", ou "basta de bota-abaixismo". Na altura, escrevi isto:

Vasco Pulido Valente afirmou que este foi um embate "entre um propagandista (aliás, bom) e uma pessoa séria". Eu diria que foi um embate entre um político que nunca sai do power point virtual (Sócrates) e um político que nunca sai da realidade (Ferreira Leite). Sócrates desprezou, por completo, o problema do endividamento. Como é que o PM pode desprezar o facto mais marcante da economia portuguesa?

Um ano depois, não mudo uma linha. Mais: desde Novembro (dois meses depois das eleições), o país vive ensombrado pela dívida e pela incapacidade do PS em lidar com esse problema.

II. Ferreira Leite tinha razão, mas o país não quis saber. Preferiu ir na cantiga do propagandista. Sim, Ferreira Leite nunca percebeu que, em democracia, não basta ter razão. É preciso criar um discurso que entre no ouvido das pessoas. Sem dúvida, que Ferreira Leite falhou nisto. Mas também não se pode esquecer a forma como a elite (jornalistas e comentadores) trataram Ferreira Leite. A "velhota" era sempre gozada. Eu até percebo que o "povo" vá na cantiga irrealista de José Sócrates. Mas já não percebo a forma como a elite se comportou. Não percebo. Este elite (jornalistas e comentadores) deve vigiar o poder, deve comparar o discurso com a realidade. Ora, Ferreira Leite tinha razão, os factos deram-lhe razão, e, mesmo assim, a ex-Presidente do PSD continua a ser "gozada" pela elite. O que isto nos diz sobre a nossa cultura política?

III. Setembro de 2010 está a meter todo o peso da realidade nos argumentos de Ferreira Leite. Aqueles que, em Setembro de 2009, apenas gozavam com Ferreira Leite deviam pensar naquilo que andam a fazer. Política não é a Chuva de Estrelas.


no Expresso

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Homens da Luta

Deixaram saudades



Para quem ainda não tinha visto!! tão bom

Estado do Estado

Alguém acha mesmo que a Ministra da Cultura disse alguma coisa nova? Agora é transpor a ideia de procura de novas maneiras de sustentar este ministério para tudo o resto, como já impunha Angela Merkel.
Não acho que o problema de Canavilhas seja o timming político. Acho que o problema dela foi ser sincera porque isso, hoje em dia na política, pode ser, lamentavelmente, um problema.
tj

Henrique Raposo

I. A ministra da cultura esqueceu, por momentos, o refrão socrático, e apontou para a realidade: o Estado Social está a colapsar , porque é demasiado grande, porque gasta aquilo que a sociedade não consegue criar. Sucede que esta conta simples incomoda os ouvidos sensíveis da nossa esquerda, a mais jurássica de toda a OCDE. E, agora, a dra. Canavilhas vai receber um telefonema e ouvir aqueles berrinhos insuportáveis do primeiro-ministro. Mas, com ou sem berrinhos de José Sócrates, a realidade está a fechar a porta, e mais gente vai dizer aquilo que Canavilhas afirmou. E aqui entra em jogo a proposta de revisão constitucional do PSD, que está a ser recebida com os berrinhos do irrealismo reinante.

II. Não crescemos como deve ser há 11 anos, a despesa do Estado não pára de aumentar, pagamos 6% sobre a nossa dívida, todos os dias há notícias sobre o colapso do Estado e do Estado Social (escolas que fecham, juntas de freguesia sem dinheiro, etc.), e, mesmo assim, o PS e os pivots de TV - esses oráculos da nação - não aceitam a legitimidade de uma proposta que pretende reformar este estado de coisas. Ou seja, a proposta do PSD nem sequer é discutida racionalmente. Nem sequer se chega à parte em que se concorda ou se discorda. Não. A proposta é rejeitada à partida, sem discussão. De facto, não é preciso mudar nada em Portugal. Está tudo óptimo.

III. Aliás, as TVs têm tratado estes assunto com histerismo verbal e com desonestidade intelectual. Dizem-me que Rodrigues dos Santos abriu o Telejornal de ontem repetindo o seguinte: "PSD acaba com educação e saúde tendencialmente gratuitos". Eu não vi, mas estou a ver o filme. Ora, são estas bombas populistas que criam um sociedade irreformável, onde é impossível desenvolver um debate racional sobre os nossos problemas. Estamos na fossa, mas grita-se contra aqueles que dizem "olhem, estamos na fossa, se calhar temos de secar isto". Rodrigues dos Santos e afins nunca explicam o estado comatoso das nossas contas, nunca explicam às pessoas que as despesas com a saúde são incomportáveis, e depois lançam estas bombas contra aqueles que apontam o dedo para a realidade insustentável. Rodrigues dos Santos leu a proposta do PSD? Todas as TVs estão dominadas pelo spin dos assessores de Sócrates?

IV. Meus amigos, o país está a chegar a um ponto em que o debate principal não é entre esquerda e direita, ou entre liberais e não liberais. O principal debate é entre aqueles-que-olham-para-a-realidade e aqueles-que-evitam-olhar-para-a-realidade. O PSD, bem ou mal, está a olhar para a realidade, a apresentar propostas para o país sair do buraco. Em resposta, o que faz o PS? Diz que não estamos no buraco, diz que está tudo bem. Nós estamos a pagar 6% sobre a nossa dívida, mas o PS diz que está tudo bem. Isto até é cómico.

sábado, 26 de junho de 2010

Presidênciais

Manuel Alegre defendeu hoje que o Presidente da República "não pode dizer que o país vive numa situação insustentável "
Segundo Manuel Alegre, cabe ao Presidente da República ser mentiroso, portanto...

tj

SCUT

Bem, eu não sou das economias e não percebo bem o custo das SCUT hoje em dia, não percebo o que a sua abolição pode aliviar nas contas públicas, não percebo o que implicou na altura do Guterres, aquando do estado-pai que tudo oferece, menos um futuro.
À partida o conceito de SCUT está errado: Sem Custos para o UTilizador é uma ideia dúbia que leva todos a pagarem o que poucos vão usar. Pode-se mudar isto pondo portagens e transformar a SemCUT em ComCUT, a.k.a. AutoEstrada. Isto levanta um problema: as pessoas que lá vivem que não têm alternativa viável. Então uma ViaVerde com isenção para quem não consegue mesmo encontrar um caminho alternativo (que tenha o mínimo de qualidade). Começa a discussão pouco pertinente sobre o controlo das pessoas com o tal chip. Só podem tar a gozar. Isto é não querer andar com o assunto para a frente...
Eu sei que corro o risco de estar a simplificar mas haja bom-senso e cuidado que nem todo o senso é do bom!
tj

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Educação

afinal não foram só 3 que tentaram passar do 8º para o 10º. foram 149 (na realidade não consegui perceber se foram 149 que tentaram ou 459 ou 809 ou mais ainda, é um bocado confuso p estar horas da noite) mas foram muitos. quero ver quantos destes é que vão mesmo para o 10 ano.
tj

quinta-feira, 10 de junho de 2010

aprender


Antes de me deitar, olho para o meu dia e observo o que fiz. A atitude pode ser 1) procurar apenas o que foi bem feito 2) procurar o que foi bem feito e mal feito 3) procurar o que foi bem feito e ficar contente, procurar o que foi mal feito e aceitar-lo como uma ajuda para melhorar.
O mesmo se pode passar com a história portuguesa. Podemos olhar para a história e apenas procurar o Pedro Hispano (papa João XX/XXI, conforme), os Descobrimentos, o Camões, o Pessoa, a Amália, o Eusébio e o Louçã ou podemos olhar para a história e procurar também o que foi menos bom no sentido do humilde reconhecimento que nem tudo são rozas e aprender com isso, como a escravatura, como a parte má do Marquês de Pombal, como a mudança para república por assassinatos, como o tempo de opressão aquando o fascismo, como toda a ala direita da política portuguesa actual!!
Bottom line: adorar (e legitimamente) o 25 de Abril mas esconder tudo o que antes aconteceu não faz sentido. Faz menos sentido ainda porque aquele troço da história faz parte de nós! Faz menos sentido ainda porque se não fosse aquele episódio prolongado de todos os portugueses não seriamos como somos, certamente!
Um deputado do BE opôs-se, cheio de energia, ao reconhecimento da existência longínqua da Mocidade Portuguesa. Por ele, riscava-se isso dos manuais, provavelmente. Mas... não será isso NÃO aprender com os erros?! Se calhar era preciso alguma objectividade...
tj